Para escutar: Jessie J - Laserligh (feat. David Guetta)
Por ser um anjo, há emoções que ele nunca sentiu...
...até agora.
Num dia aparentemente tranquilo, Ângelo vê Mônica e Cebola brigando mas, por nunca ter se apaixonado, não entende o porque da discussão. Até que a conhece...
Nina é uma garota boa, gentil, inocente, que adora a natureza e os animais. E como eles, é frágil e está propícia a muitos males do mundo. Como se isso não bastasse, ela não sabe quem é.
Ângelo se sente profundamente atraído por ela, faz de tudo para que ela se sinta bem, para tentar recuperar sua memória, para vê-la feliz. E ela não é indiferente a tudo isso; o sentimento profundo que surge entre os dois é tão intenso que... não há como você não chorar no final.
Para alegrá-la, Ângelo a leva para voar e, quando ela está prestes a cair, descobre que pode voar também. É a partir daí que ela se lembra quem é: uma ninfa, protetora da Mãe-Terra.
O dever de Nina é proteger a natureza, para assim ficar mais forte para lutar contra males maiores, os "monstros" que ameaçam o nosso planeta, e juntos conseguem mobilizar todo o bairro para ajudar o meio-ambiente.
Mas a vida deles é mais complicada do que isso. Enquanto Nina protege a natureza, o dever de Ângelo é proteger as pessoas... dever esse que ele não pode mais cumprir, pois as penas de suas asas estão caindo porque, para poder viver apaixonado por ela, ele precisa se tornar humano.
É uma proposta tentadora... mas não era o certo. Ninfas não costumam viver mais de um mês - e Nina foi a que provavelmente viveu mais feliz do que qualquer outra ninfa jamais viveu. Então chega o ultimato: desistir do seu dever ou do seu amor.
Quando miticismo e realidade não andam de mãos dadas, é sempre bom ter um lugar onde você pode vê-los juntos, e o amor é algo que vale a pena ver.
23 outubro 2012
17 outubro 2012
Artigo: Meu namoro virou casamento!
O primeiro tempo do namoro é caracterizado por um período de imenso desejo em se encontrar, fazer tudo junto, estar junto, compartilhando cada minuto, cada experiência do dia a dia. Se ligam com frequência, querem saber onde foram, onde estão, o que fazem.
Uma euforia esperada e natural, os territórios se invadem, os limites são expandidos e é permitido entrar com força no mundo um do outro. Muitos se misturam e sabem algumas vezes mais da vida do outro do que da sua própria.
Nesse período todo esse movimento é permitido e até desejado, o casal se perde no mundo um do outro. Não se imaginam fazendo mais nada sem a presença do parceiro, desde as atividades mais triviais até as mais sofisticadas. Podemos até dizer que existe uma certa sensação de unidade, colagem mesmo, coexistência. Claro que existirão variações de casal para casal na intensidade desse início, dependendo da idade, do momento da vida, da maturidade, de suas ocupações, de suas disponibilidades, mas ainda assim compartilham desse registro comum em algum grau ou algum nível.
Como tudo que vive um ciclo, esse período também se esgota em algum momento, acontece um enfraquecimento da euforia, que dará espaço a um período de maior acomodação das vivências, dos sentimentos. Já não existirão mais tantas novidades, os mistérios sobre o outro diminuem e ele deixa de ser um amado e perfeito desconhecido para se tornar um íntimo nem tão perfeito assim.
No momento e à medida que se conhecem mais e mais, a sensação de leveza inicial vai sendo reequilibrada pela realidade da vida que, mesmo na melhor das fantasias, não se interrompe. A vida continua acontecendo em paralelo à esse estado de plenitude característico do início de uma relação e ela volta a dar sinais em alguma altura do caminho. Um dos sinais é a acomodação da relação, no sentido saudável e esperado. Por exemplo: chega um ponto onde já se imagina voltar a sair com os amigos para um reencontro mesmo que o companheiro não esteja presente, fazer um programa sozinho caso o outro não possa ir junto, ir ao cinema, uma festa, enfim sair da rotina de estar em programas apenas na companhia do outro e sabemos que muitas vezes acabam sendo os mesmos programas.
Surge então um sensação de angústia em algumas pessoas, em alguns casais, a sensação que "envelheceram" antes do tempo, quando a realidade volta a ser atuante, percebem que estão um pouco presos aos mesmos programas, à uma certa solidão de casal. Para aqueles mais caseiros isso não é necessariamente um problema, mas no geral é normal sentir uma vontade de retomar um pouco da vida que tinham antes do namoro e isso é possível, apenas agora com alguns ajustes.
Alguns se angustiam ou se assustam por se sentirem enfiados em uma rotina que os aproxima muito da idéia de um casamento e namoro ainda que seja muito sério, não é casamento, casamento exige ainda mais ajustes e adaptações por parte dos dois.
É então fundamental que respeitem a individualidade de cada um, que aceitem o desejo do outro de sair da rotina, de fazer algo sozinho ou algo novo sem que se faça um drama em razão disso ou sem que sinta a relação ameaçada por causa desse movimento do parceiro. Na verdade quanto mais tratar a relação de forma leve, maior será a leveza do dia a dia.
Portanto é possível namorar, ter um compromisso e respeitar e ainda sim preservar aspectos individuais ou particulares que sejam importantes. Estar com o outro não significa se perder no outro, ao contrário, uma relação só é rica e construtiva quando os dois são ativos e acrescentam coisas interessantes à relação e para isso é preciso sair um pouco, circular no mundo e voltar feliz e com bagagem para trocar.
Artigo: Apaixonada pelo seu amigo, que tal arriscar?
Que atire a primeira pedra a pessoa que nunca se sentiu apaixonada por um amigo ou uma amiga. Se ainda não aconteceu, provavelmente ainda vai acontecer. Se não acontecer, você certamente será uma das poucas exceções ao que parece ser praticamente uma regra.
No início, é comum que os apaixonados neguem sua paixão, muitas vezes porque sequer a reconhecem como tal. Quando alguém fala sobre o assunto e insinua que haja "algo mais" entre os dois, eles retrucam: "que isso, ele (ou ela) é só meu amigo (ou minha amiga)!". Para os outros, no entanto, o que parece é que as fronteiras entre amizade e amor foram ultrapassadas. Um belo dia, finalmente a pessoa cai em si e percebe que realmente está apaixonada. E agora? O que fazer? Como agir? Revelar ou não revelar a paixão? E se este sentimento destruir a amizade? Calma, calma... Vamos por partes!
Em primeiro lugar, creio ser necessário que você entenda se o que está sentindo é mesmo paixão ou amor. É fácil confundir a amizade com estes dois sentimentos, pois eles têm muitas semelhanças. Assim como acontece no amor e na paixão, na amizade também admiramos o outro, queremos estar perto dele, gostamos de conversar, conviver, trocar experiências... Quando estamos em momentos delicados de nossas vidas, a confusão se torna ainda mais provável. Se estamos frágeis, passando por alguma situação difícil, e alguém se dedica a nós, nos oferecendo conforto, carinho e atenção, podemos achar que estamos amando este alguém, quando na verdade não é bem isso. O primeiro passo, então, é ter a clareza sobre o que você está sentindo. Será mesmo paixão (ou amor)?
Caso você conclua que sim, ou seja, que você está realmente amando seu amigo ou sua amiga, precisará dar um passo adiante e pensar o que fazer. No plano dos sonhos, o ideal seria revelar seus sentimentos à outra pessoa, ela corresponder a eles e vocês serem felizes para sempre juntos. Acontece, porém, que, na vida real, tudo é muito mais complicado e, sem ter a certeza de que o outro corresponderá, bate um enorme medo e uma imensa insegurança. E se você contar e ele ficar chateado? E se ele decidir se afastar? E se a amizade acabar por conta desta revelação? Pois é, tudo isso pode, sim, acontecer. Mas, pense bem, não tendo como saber de antemão o que acontecerá, você corre tanto risco de tudo dar certo como de tudo dar errado. Você perderia a primeira possibilidade com medo da segunda?
Digamos, então, que você se encha de coragem e decida contar à outra pessoa sobre seu amor. Nesse caso, saiba que não há apenas uma, mas uma infinidade de maneiras de se fazer isso, nenhuma delas mais "certa" do que a outra. O jeito de revelar os seus sentimentos deve estar de acordo com o seu estilo. Se você é mais tímido e retraído, não vá inventar de fazer uma declaração de amor pública e "espetaculosa", pois provavelmente você acabará se complicando! Faça as coisas, portanto, de um modo que tenha a ver com a sua personalidade. Você poderá ser mais direto, falando claramente sobre o que está sentindo, ou pode ir devagar, mostrando aos poucos seu amor, de forma mais indireta.
Existe uma coisa, no entanto, que pouca gente leva em conta, mas que é muito importante. Quando duas pessoas são muito amigas, geralmente uma conhece muito bem a outra. Esse conhecimento te ajudará a perceber o que o seu amor está sentindo e o quão receptivo aos seus sentimentos ele poderá ser, especialmente se você revelar seus sentimentos aos poucos. Tenha cuidado, porém, para não enxergar o que você quer ver, já que você estará envolvido na situação.
Mesmo assim, use sua sensibilidade em seu favor. Tente perceber se ele ou ela dá qualquer abertura ou qualquer sinal de que seu amor é bem vindo. Se você notar que a outra pessoa percebeu suas intenções, mas deixou claro que o interesse dela não é mais do que a amizade, simplesmente recue, e tudo continuará bem. Caso perceba que há um "sinal verde", siga em frente, e tudo será melhor ainda.
E não se esqueça: se relacionar implica em correr riscos. É natural que temamos estes riscos, mas como viver sem corrê-los? Como bem disse o célebre pensador romano Sêneca “o maior perigo é não arriscar nada”.
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